sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Apenas



O que é o tempo?
Apenas momentos.
Temos, perdemos.
Em um dia.
Minutos.
Alegria nos toma.
Ao fim da tarde lágrimas.
A gente ama.
De manhã.
De madrugada perdemos.
Para vida, para o tempo.
O que é a vida,
se não momentos que perdemos?
Planejamos , ganhamos.
Pensando demais.
Esvai-se.
Equivalente a fumaça.
Um percurso.
Nascimento, anos, morte.
Momentos.
Um dia se fala, pula, anda.
Outro dia nada temos.
Certezas, garantias.
Temos crenças.
O que são momentos?
A vida inteira tentamos.
Descrevemos.
Mas momentos sentimos,
vivemos.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Marina


As nuvens lembram-me seu nome.
O balançar das folhas.
Inspira-me ao teu rosto.
Dormindo te encontro
A simplicidade da vida me leva
a beleza que admiro quando
por perto te tenho.

Negar o que sinto é mentir
É impedir a segurança
Que encontra guarita perto
apenas a lembranças tua.
Poderia ter todas as opções.
Nunca escolheria estar longe.
Há uma imagem que escraviza
qualquer artista que aprecie arte
Observando a beleza da vida
e a profundeza das coisas,
percebo que você é esta imagem.
Marina.
                                    ( Escrita em 2007)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O Crime da Arte



Espontaneidade. 
Vendida...
Nada mais, apenas mercadoria.
Sequências, lixos.
Flatos com a antologia.
Da arte essência é a vida.
A vida em versos 
“contradigo-me.”
Sei lá se isto existe!
Isto também é arte!?
Qualquer coisa é arte?
Angústia, dor, felicidade.
Ansiedade, paixão.
O crime à arte é ignorar o cotidiano.
“Criar a cotidianidade”.
Não expandir, aprisionar
Vender a realidade que mesmo
cria, reduzir a diversidade.
O Crime a arte é a submissão do artista. 
Fora de sua arte

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Minha Arte



Parte 1

Geralmente me expresso brincando
de poesia, não por que escrevo besteiras,
pois ainda que besteiras também façam
parte das coisas que escrevo, brinco de poesia,
brinco com minha mente quando a vida me
passa o próximo roteiro.

A maneira em que escrevo é
uma sadia atividade de brincadeira.
É criar ficção no que antes sofria.
É rir ironicamente das coisas defendidas
por arte, da repetição que Chapplim já
criticou a tempos e que muitos ainda
insistem em chamar de vida

É interessante brincar de poesia,
pois não me considero poeta, tanto
que integralmente  li dois livros de
poesias, não sei se escrevo poemas,
não tenho pretensão em escrever
um soneto.

Não julgo ter habilidade
ou inteligência para um soneto,
Desculpe-me soneto!
Achei na poesia a liberdade que não
tenho em nenhuma coerente filosofia,
ou ciência.

Hoje escrevo o que amanhã entrarei em
contradição, a poesia é meu lado adulto
que me faz sentir criança.
Se terei público ou não, a vida é
para um aprendiz de poeta a maior
recompensa e o amor sua maior esperança.

A arte de nosso tempo talvez não se
classifique nas detestáveis  músicas
que odeio, mas quem pode afirmar
que elas não são arte, o que é arte?
Arte também não seriam aqueles desastres?

 
Parte 2

O país que possui 
mais de 150 milhões
de artistas parece não 
ter fundos a financiar
dignos espetáculos, 
pois estes sim,
mereceriam estatuetas 
da dignidade
do reconhecimento na vida Severina
de emergência de nossas vidas.
É a dignidade que merece ser o prêmio
para os milhares de protagonista.

É por isso que o romance que leio,
é o que a vida mostra de segunda a sexta feira.
De domingo, sábado sagrado para alguns,
mais sagrado para aqueles que fazem
da exploração um culto, culpa de
quem tem o poder, de quem
não o questiona, culpa de todos nós.

A culpa é do papai Noel, do
Coelhinho da Páscoa, a culpa é da
maior religião de nosso tempo,
seus membros equivalem a minha
e a sua ambição, nós sustentamos
esta verdade, que não nos deixam
pensar.

Brincar de poesia é falar de forma
que você entenda somente se parar
um pouco para pensar, sentir. 
Também não tive paciência à muita 
coisa que o mundo chama de arte.

Por isso te convido à brincar
de arte, ou de palavras em formas
de versos, que talvez não
receba aval dos verdadeiros
poetas, mas que insisto em
chamar de poesia. 
                                         ( Maio de 2007)  

domingo, 8 de julho de 2012

Pensando na Vida


Não existem fórmulas.
Verdades absolutas.
São fantasias onipotentes.
Falo do dia a dia.
“Poemizo” os dilemas.
Sentimentos. 
Pensar não é sofrer.
Tudo na verdade traz consigo
o sofrimento.
Andar e não pensar.
É atirar no escuro sem munição.
Ter um Oceano a frente e não gostar de água.
Ser poeta apenas com a razão.
Não pensar na vida é a mesma
tolice de só pensar e não sentir.
Viver como artista.
Não sendo amigo da contradição

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Continente água

Estou em alto mar. 
Estou perdido. 
Não vejo saída, vejo água, por todos os lados e em baixo.
Em meu rosto cai.
Chuva cai.
E Acompanha o barco por onde quer que ele me leve.
Não foi sempre assim.
Uma densa e carregada nuvem me segue. 
As vezes para o meu alívio ela para.
O calor seca.
Já estive em terra firme. 
Existe sempre uma ilha aconchegante de areia, folhas e rocha.
Da mesma forma que eu chego devo partir.
Pouco tempo tenho.
O vento sopra, o barco navega.
Devagar.
Na ilha a maré sobe com o descer da lua que não vejo.
Navegando as estrelas me guiariam se conseguisse ver 

através das nuvens.
Dias nublados e noites sombrias.
Haverá sol.

            ( Autor: Guilherme Lopes)

Sobrevivência


Diferente de você.
Alguém aí.   
Se não pegar o “primeiro” não terá nada.
Entende?
Qualquer ganha pão!
Você não sabe o que é faltar pão.
Não há filosofia e reflexão sem comida.
Blá e um monte de blá e mais blá.
Muitos ficam na alimentação.
Alimentam estômagos, param por aí.
Outros e tantos alimentam apenas orgasmos.
Vendem tantos por aí. 
Outros alimentam quem com
pão e circo e uma “Bolsa” se contentam.
Sem pão, arroz e feijão há poesias?
Preciso como louco de migalhas.
Como cão de comida, pão e leite.
Mas os de lá só dão pão.
Quem teve falta até de pão vai
deixar de pensar apenas em pão?