Parte
1
Geralmente
me expresso brincando
de
poesia, não por que escrevo besteiras,
pois
ainda que besteiras também façam
parte
das coisas que escrevo, brinco de poesia,
brinco
com minha mente quando a vida me
passa
o próximo roteiro.
A
maneira em que escrevo é
uma
sadia atividade de brincadeira.
É
criar ficção no que antes sofria.
É
rir ironicamente das coisas defendidas
por
arte, da repetição que Chapplim
já
criticou
a tempos e que muitos ainda
insistem
em chamar de vida
É
interessante brincar de poesia,
pois
não me considero poeta, tanto
que
integralmente li dois livros de
poesias,
não sei se escrevo poemas,
não
tenho pretensão em escrever
um
soneto.
Não
julgo ter habilidade
ou
inteligência para um soneto,
Desculpe-me
soneto!
Achei
na poesia a liberdade que não
tenho
em nenhuma coerente filosofia,
ou
ciência.
Hoje
escrevo o que amanhã entrarei em
contradição,
a poesia é meu lado adulto
que
me faz sentir criança.
Se
terei público ou não, a vida é
para
um aprendiz de poeta a maior
recompensa
e o amor sua maior esperança.
A
arte de nosso tempo talvez não se
classifique
nas detestáveis músicas
que
odeio, mas quem pode afirmar
que
elas não são arte, o que é arte?
Arte
também não seriam aqueles desastres?
Parte
2
O
país que possui
mais de 150 milhões
de
artistas parece não
ter fundos a financiar
dignos
espetáculos,
pois estes sim,
mereceriam
estatuetas
da dignidade
do
reconhecimento na vida Severina
de
emergência de nossas vidas.
É a dignidade que merece ser o prêmio
para
os milhares de protagonista.
É
por isso que o romance que leio,
é
o que a vida mostra de segunda a sexta feira.
De
domingo, sábado sagrado para alguns,
mais
sagrado para aqueles que fazem
da
exploração um culto, culpa de
quem
tem o poder, de quem
não
o questiona, culpa de todos nós.
A
culpa é do papai Noel, do
Coelhinho
da Páscoa, a culpa é da
maior
religião de nosso tempo,
seus
membros equivalem a minha
e
a sua ambição, nós sustentamos
esta
verdade, que não nos deixam
pensar.
Brincar
de poesia é falar de forma
que
você entenda somente se parar
um
pouco para pensar, sentir.
Também não tive paciência à muita
coisa que o mundo chama de arte.
Por
isso te convido à brincar
de
arte, ou de palavras em formas
de
versos, que talvez não
receba
aval dos verdadeiros
poetas,
mas que insisto em
chamar
de poesia.
( Maio de 2007)